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Para-raios (SPDA) /

Projeto de SPDA (para-raios): o que ele define e por que não dá para improvisar

Ainda é comum ver para-raios instalados "do jeito que sempre se fez": um mastro no ponto mais alto, um cabo descendo pela fachada e uma haste no chão. Esse modelo pode não proteger a edificação como ela precisa. Um SPDA, o Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas, eficiente começa por um projeto técnico feito para aquele prédio específico.

A norma que orienta o projeto

O projeto de SPDA segue a série ABNT NBR 5419, dividida em quatro partes:

  • Parte 1: princípios gerais.
  • Parte 2: gerenciamento de risco, que define se a proteção é necessária e em qual nível.
  • Parte 3: danos físicos às estruturas e perigos à vida, que trata do SPDA propriamente dito.
  • Parte 4: sistemas elétricos e eletrônicos internos, que trata da proteção contra surtos.

O que o projeto define

  • A análise de risco e o nível de proteção exigido para a edificação.
  • O método de proteção usado na cobertura.
  • O subsistema de captação: captores, condutores e malhas.
  • O subsistema de descida: quantidade, posição e trajeto dos condutores.
  • O subsistema de aterramento.
  • A equipotencialização com as instalações metálicas e elétricas do prédio.
  • As medidas de proteção contra surtos, quando a análise indicar.
  • Os detalhes de fixação, conexão e materiais.

Os métodos de proteção

A norma prevê métodos para definir a área protegida pela captação, como o método do ângulo de proteção, o da esfera rolante e o das malhas. A escolha depende da geometria da edificação e do nível de proteção. Em prédios com coberturas complexas, antenas, casas de máquinas, placas solares e equipamentos, essa escolha é decisiva para não deixar pontos desprotegidos.

Componentes naturais

Em muitas edificações, as armaduras de aço da estrutura de concreto, as estruturas metálicas e outras partes condutoras podem fazer parte do sistema como componentes naturais, desde que atendam às condições da norma e tenham continuidade elétrica comprovada. Isso pode reduzir custos e melhorar o resultado, mas exige verificação técnica.

Quando é preciso fazer ou refazer o projeto

  • Edificação nova.
  • Prédio sem SPDA ou com sistema antigo, feito com base em versões anteriores da norma.
  • Ampliação, nova cobertura, instalação de placas solares, antenas ou equipamentos no telhado.
  • Mudança de uso que altere o risco.
  • Laudo que aponte que o sistema existente não atende à edificação.

Os erros mais comuns

  • Instalar sem análise de risco.
  • Cobertura com equipamentos fora da área protegida.
  • Descidas insuficientes ou mal distribuídas.
  • Aterramento sem equipotencialização.
  • Ignorar a proteção contra surtos dos equipamentos internos.

Como a Itelligence pode ajudar

Desde 2004, a Itelligence Group faz projetos, instalação, manutenção e laudos de para-raios em edificações de São Paulo, conforme a série ABNT NBR 5419 e as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros, com ART e documentação pronta para o AVCB. Fale com a gente pelo WhatsApp (11) 97335-9422 ou pelo formulário de contato.

Leia também: Meu prédio precisa de para-raios? e Laudo de para-raios (SPDA).

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