O número de carros elétricos e híbridos plug-in cresce a cada ano, e com eles chegam os pedidos dos moradores: instalar um carregador na vaga da garagem. O pedido é legítimo, mas a resposta não pode ser improvisada. Um carregador consome muita energia por horas seguidas, e uma ligação feita sem avaliação pode sobrecarregar a instalação do prédio e criar risco real de incêndio.
O problema das instalações improvisadas
Na prática, é comum o morador puxar um circuito do quadro do apartamento ou de um ponto da garagem, sem projeto e sem avaliar a capacidade do prédio. Os riscos são:
- Sobrecarga da entrada de energia e da prumada do prédio.
- Aquecimento de cabos e conexões, principalmente em instalações antigas.
- Desarmes frequentes, que afetam também outros moradores.
- Risco de incêndio na garagem, um ambiente fechado e com muitos veículos.
- Confusão na medição e na cobrança da energia consumida.
O que avaliar antes de liberar os carregadores
- Capacidade da entrada de energia e da prumada, considerando a demanda atual do prédio.
- Quantos carregadores o prédio suporta hoje e se será necessário aumento de carga junto à concessionária.
- Onde instalar quadros e circuitos exclusivos para a recarga.
- Proteções elétricas adequadas para cada ponto, conforme as normas técnicas.
- Forma de medição e de cobrança do consumo de cada usuário.
- Gestão de carga, quando houver muitos carregadores, para evitar picos de consumo.
SAVE: a recarga também é assunto do Corpo de Bombeiros
Os pontos de recarga fazem parte do chamado SAVE, o Sistema de Alimentação de Veículos Eletrificados. Em agosto de 2025, o conselho nacional dos comandantes-gerais dos Corpos de Bombeiros publicou uma diretriz nacional sobre o tema, construída com a participação do Corpo de Bombeiros de São Paulo.
A diretriz trata de medidas como detecção de incêndio, chuveiros automáticos e ventilação, com exigências diferentes para edificações novas e existentes, e cita normas elétricas como a ABNT NBR 5410 e a ABNT NBR 17019. Ela foi criticada por associações do setor de veículos elétricos, o que mostra que o tema ainda está em ajuste. Por isso, o enquadramento de cada prédio deve ser verificado com base na regulamentação vigente em São Paulo antes de definir o projeto.
Na prática, instalar carregadores sem olhar para essas exigências pode criar uma pendência na próxima renovação do AVCB.
Regras claras no condomínio
Mais do que uma questão técnica, a recarga precisa de regras. Vale definir em regulamento:
- O padrão técnico obrigatório das instalações.
- Quem pode executar o serviço, sempre com profissional habilitado e responsabilidade técnica.
- Quem paga pela infraestrutura comum e pelo consumo individual.
- Como os pedidos são analisados e aprovados.
- Quando o tema precisa passar por assembleia.
O caminho mais seguro
1. Diagnóstico da capacidade elétrica do prédio e do enquadramento do SAVE.
2. Projeto de infraestrutura coletiva para a recarga, pensado para o crescimento futuro.
3. Regulamento interno aprovado.
4. Execução com profissional habilitado e ART.
5. Regularização do SAVE no Corpo de Bombeiros, quando exigida, e documentação guardada para a renovação do AVCB.
Planejar uma vez, para o prédio todo, sai mais barato e é mais seguro do que aprovar instalações isoladas, uma de cada vez.
Como a Itelligence pode ajudar
Desde 2004, a Itelligence Group atua com instalações elétricas e segurança contra incêndio em edificações de São Paulo. Avaliamos a capacidade do prédio, elaboramos o projeto elétrico e do SAVE, executamos a infraestrutura de recarga e cuidamos da regularização no Corpo de Bombeiros. Fale com a gente pelo WhatsApp (11) 97335-9422 ou pelo formulário de contato.
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